Um dos primeiros atos do novo prefeito foi mudar o nome da cidade.
SPM, ou Sao Paulo Metropolitan foi aprovado por unanimidade por seus acionários. Com esse nome, atrairemos mais investidores e poderemos concorrer em pé de igualidade com New York, disse um deles.
Mesmo com a arrecadação em queda, a renda per capita da cidade atingiu índices nunca antes vistos em um continente como aquele em que (por um erro de geografia facilmente corrigível) ela se encontra.
A cidade tinha muita gente, declarou o mayor. O que fizemos foi trazer a modernidade. Em praticamente dois anos, reduzimos pela metade o número de pessoas abaixo da linha da pobreza. Além disso, corrigimos a quantidade de cafeína e lactose nas bebidas típicas das comunidades carentes (neste momento ele se desculpou por não se lembrar exatamente o nome da bebida). Há muito para se lembrar, disse de maneira sincera.
O reconhecimento é gratificante e vem das ruas. Como afirma este cidadão comum de Pinheiros, "todos agradecemos pelo retorno do aumento da velocidade não apenas nas marginais mas também nas grandes avenidas na cidade. Era horrível, demorávamos praticamente trinta minutos para voltar do trabalho. Agora, com vinte minutos, posso passar muito mais tempo com minha família".
O prefeito ressalta que tal medida seria ineficaz sem a redução do número de corredores de ônibus na metrópole. "Eles eram grandes e lhe davam medo", diz um de seus assessores.
Mas nem tudo foram flores na cidade cinza. O prefeito encarou uma grave crise hídrica nos meses de julho e agosto, imprevista como aquela do mesmo período do último ano. Além disso, nunca choveu tanto nos meses de janeiro e fevereiro.
A quantidade de incêndios cresceu também consideravelmente. Graças à capacidade de gestão do administrador da nova cidade, grandes edifícios nasceram das cinzas. A cidade renasce como fênix.
A taxa de desemprego está estável. O que é bom segundo nossos especialistas. A tendência é que todos possam conseguir os empregos de seus sonhos nos novos empreendimentos imobiliários da cidade, com duração aproximada de dois anos.
A modéstia do prefeito ressalva: "Não conseguiria enfrentar nada sem o apoio do senhor governador, meu candidato à presidente. Com ele, queremos fazer mais e mais rápido. Conduzir o país ao patamar da cidade."
A eficiência enfim nasceu na sala. Grande e forte e protegida.
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